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Pianola em 2 Actos

por pintolaranja, em 28.02.11

Acto 1: Prova do vinho acompanhado de um bom queijo

 

Acto 2: Usar das brasas que se acenderam enquanto se deu uma esfrega na carne com o tempero e assar tantas oitavas quantos os convivas.  

O tempero é do mais simples possível, basta alho, sal e malagueta fresca tudo bem picadinho em conjunto até fazer uma espécie de pasta.

Enquanto assam as pianolas, cortar e temperar tomate para salada. Convém ser temperada por um maluco, diz-se que são as melhores. Ingredientes? Alho, cebola, azeite, vinagre e sal q.b.

 

Já que se espera para poder afincar o dente no resultado do segundo acto há aproveitar para uma boa conversa enquanto se degusta o vinho e o queijo dando um fim bem sereno ao primeiro acto

 

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Wokada de Roupa Velha

por pintolaranja, em 19.02.11

Quando não souberem o que fazer com aquela posta de salmão que está no frigorífico seja lá qual for o motivo... inspirem-se ;)

 

Um dia destes dei com esse dilema, ainda por cima a achar que era gorduroso mesmo que fosse grelhado, pensei em muitas coisas que passaram por adaptar uma massada de peixe até que resolvi que ia inventar e aguentava as consequências.

 

Toca de picar um pouco de alho, cebola, uns toques de malagueta verde daquelas bem grandes, uma malagueta vermelha picada (da tuga, pequenina), umas bolas de pimenta preta, um pouco de sal... e levar tudo a alourar no belo do wok com um pingo de azeite.

Depois, juntar um pouco de tomate pelado (usei meia lata que tinha no frigorífico) e refogar tudo desfazendo o bendito tomate. Como achei que isto ainda tinha potencial para ficar um pouco enjoativo mesmo com alguma acidez do tomate, cortei meia lima e espremi a dita bem espremidinha lá para dentro do refogado. Acho que me inspirei numa sopa tailandesa que comi há uns meses.

 

Nos entretantos tinha cortado o salmão aos cubinhos e limpei-o de pele, escamas e o máximo possível de espinhas. Juntei-o à wokada e toca de rebolar com as colheres de pau até estar meio cozinhado.

Depois disto, agarra-se num punhado de massa de arroz (que se pode comprar em qualquer hipermercado nas prateleiras exóticas) e toca de misturar mais um pouco.

Eu estava na esperança de que o peixe fosse largar água suficiente para cozinhar tudo, mas não foi o caso e portanto juntei 1 copo de água para acabar de cozinhar com a massa.

 

E pronto, devo dizer que me deliciei com a coisa!

 

Cá fica um aperitivo:

 

Wokada de Roupa Velha

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O que não pode faltar

por pintolaranja, em 13.02.11

Há coisas que são essenciais na minha dispensa.

Vou tentar colocar todas aqui, ainda são umas quantas, nem tudo são ingredientes mas é uma secção em contrução permanente:

 

Ingredientes

  • Azeite extra virgem
  • Alho
  • Sal
  • Cebola
  • Malaguetas frescas e chillies
  • Pastas de vários tamanhos cores e feitios
  • Farinha
  • Ovos
  • Manteiga

Utensílios:

  • Colheres de pau
  • O "sumítico" Salazar
  • Wok
  • 1 Boa Frigideira
  • Tachos, panelas e caçarolas :P
  • Fogareiro e devidos apetrechos

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Os meus alfarrábios culinários

por pintolaranja, em 13.02.11

Aqui está uma prova de que me é impossível seguir 1 receita de fio a pavio:

 

Alfarrábios culinários da Sooz

 

Agarro no primeiro papel que me vem à mão, tomo nota dos ingredientes e de alguns passos que me pareçam relevantes, doses e tal... e depois entro eu em acção!

Guardo-os só naquela de mais tarde poder repensar a coisa, mas na verdade nenhum prato que cozinhe sai sempre igual ou é sempre feito da mesma maneira 

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Bacalhau com grão: A Tentação de um Gato

por pintolaranja, em 13.02.11

O almoço de hoje foi uma bela "granada" a acompanhar uma belíssima cara de bacalhau.

Bem tuga, bem saboroso!

 

Claro que envolvendo peixe não consegui almoçar descansada já que o nariz do meu gato obrigou o coitadinho (já alambazado com a sua comida) a pensar que ainda conseguia comer mais e que podia roubar do meu prato. Levei a refeição toda a afastá-lo, claro está.

 

Para quem é apreciador de grão cozido, não sei se já experimentaram mas quando acompanha o bacalhau sabe muito bem colocar alho picadinho por cima ou misturar o alho no azeite e depois verter para temperar.

 

Desta vez fiz algo diferente. Deixei o grão de molho em água a ferver desde ontem (o típico) mas meti 1 dentes de alho esmagado para dentro da água em que o grão ficou a abrir.

O cheiro é fabuloso (adoro alho hehe) e hoje ainda resolvi que essa mesma água seria bestial para colocar o dito grão a cozer. Assim foi! Adicionei um pouco de sal, esperei que tudo levantasse fervura e depois deixei cozinhar durante 1 hora em lume muito brando.

 

Fica simplesmente espectacular, recomendo vivamente!

 

Quanto à cara de bacalhau, convém apenas que tenha sal q.b. Para não ficar com os armários mal cheirosos o que faço por vezes é colocar o bacalhau de molho e depois quando acho que está bom congelo para usar mais tarde. Assim foi, portanto ontem só tive de tirar a cara de bacalhau do congelador e deixar num tupperware dentro do frigorífico para hoje ser só cozinhar.

 

Cá vai o aperitivo!

 

Caras de bacalhau com todos

 

Para terminar? Um café expresso mexido com pau de canela! (se quiserem mascar um pouco de canela no final é bom... para eliminar o bafo do alho!)

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Coxa de Frango na Brasa com Arroz de "míscaros"

por pintolaranja, em 13.02.11

Isto da foto ranhosa já dá realmente o toque algo "rústico" à coisa... e desta vez não me esqueci da foto do prato preparado mas a qualidade saíu ainda pior do que as da preparação... tenho de mudar a abordagem 

 

Este prato é muito simples e sabe lindamente.

 

Um dia qualquer à noite limpem bem umas coxas de frango e apliquem-lhes uns golpes para poderem entranhar o tempero. Toca de as afundar em vinho tinto, mandar lá para dentro uns dentes de alho esmagados, sal e 1 malagueta fresca cortada ao meio.

 

No dia seguinte é só tratar do braseiro para as grelhar e meter um arroz a cozinhar só com água e sal. Em separado o que sugiro fazer aos "míscaros" (aka cogumelos) é lavá-los muito bem, cortá-los em pedaços e passá-los por um pingo de azeite quente e alho numa frigideira. Quando terminar... tudo para dentro do arroz que está a cozinhar e mexer bem. Tapar, deixar o lume fraquinho e pronto!

Atenção que é mesmo um pingo de azeite, não se ponham a enxer a frigideira com "guerdura" porque depois no arroz não sabe nada bem!

 

E cá fica o registo:

 

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Vitela a Escalope

por pintolaranja, em 13.02.11

Diz que os escalopes de vitela são bons para fazer strogonoff e muitas outras coisas que não... grelhar.

Mas eu cá sou adepta dos grelhados e portanto no dia em que engendrei este esquema foi mesmo assim. Agi do contra.

 

Tinha uns amigos para almoçar por cá e lá fui preparando tudo antes deles chegarem.

 

Primeiro, deixar umas brasas a fazer no fogareiro. Adoro a minha varanda para este efeito... senão teria de ser com grelhador e... não é a mesma coisa.

 

A garrafinha do vinho ao pé do fogão onde cozinhava um belíssimo arroz branco e já aberta para o dito cujo ir "respirando".

Uma boa maquia de rúcula selvagem temperada com mangericão, tomilho e (se o tivesse) cebolinho. Prefiro ervas aromáticas fresquinhas às secas quando é assim, mas quem não tem cão caça com gato 

 

Algures aqui pelo meio o arroz que levou só água e sal deve ficar quase cozido, toca de apagar o lume e deixá-lo cozer o resto só mesmo com o calor que resta da água. Diz a minha mãe que deviam ser 3 ou 4 partes de água para 1 de arroz mas eu cá é a olhómetro.

 

Assar os escalopes que foram barrados ao início com uma pasta feita de alho, malagueta (fresca) e sal. Não convém deixar passar muito, queremos comer escalopes e não sola de sapato, hum?

 

Quando estiverem prontos toca de os colocar numa travessa para levar à mesa e dar um toque de azeite extra virgem e uma pitadinha de sal à salada de rúcula que se deve então misturar muito bem.

 

E pronto! Aqui fica pelo menos o aspecto da preparação já que depois com a fome me esqueci de fotografar o resultado!

 

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O Bolo que não é Rei nem Raínha

por pintolaranja, em 12.02.11

Algures no fundo do baú descobri uma relíquia. O registo da primeira vez em que me meti a fazer um bolo (teoricamente) raínha.

 

Foi no Natal passado e concluí que até é mais simples do que esperava embora ainda leve umas boas 2 horas a estar pronto para ir para o forno. Ah pois é... bébé...

 

Meti-me a procurar receitas pela web, fui ao livro de Pantagruel, essa grande bíblia culinária e... não segui nenhuma delas a 100%.

 

Achei que o bolo Rei como descrito era uma trabalheira infindável só com fermentações. O bolo Raínha tem variantes... e eu escolhi uma, francamente já não me lembro onde... e alterei sendo que o resultado foi qualquer coisa como:

 

  • 600 g de farinha de trigo
  • 1 colher de café de sal fino
  • 25 g de fermento de padeiro (uso o fermento em pó das máquinas do pão...)
  • 1 dl de leite (só tinha magro)
  • 130 g de manteiga sem sal (só tinha com sal)
  • 130 g de açúcar (acho que ainda alterei mais e meti umas 120)
  • 3 ovos
  • 2 colheres de sopa de vinho do Porto
  • 1 colher de sopa de aguardente (só tinha cognac... mas era do bom! Courvoisier... hum, que tal?)
  • 300 g de frutos secos (que cuidadosamente adulterei para retirar as avelãs que detesto... e portanto ficaram passas, pinhões, amêndoas, nozes e... morangos desidratados e papaia cristalizada... LoL!)

Eis que quando me apercebi que a manteiga devia ser sem sal... era tarde. Basicamente apelei a todos os santinhos para que o bolo não deixasse de crescer, porque o sal pode provocar esse efeito se for em demasia.

 

Juntar apenas a farinha, o sal e fazer um buraco no meio. Aí junta-se-lhe o fermento dissolvido no leite morno. Até aqui tudo bem, depois de ficar com uma pasta mole é só deixar repousar.

 

Separado disto tudo, mistura-se a manteiga com o açúcar e os ovos, que se diz que devem ser colocados 1 a 1. Não sei francamente qual é o efeito disto, mas também não tive assim tanta paciência e portanto garanti foi que não ficavam pedaços grossos e lá misturei tudo.

 

A massa tá repousada? Como hei-de saber? Devia ter crescido? Para mim estava igualzinha à pasta mole que vi quando acabei de bater com o fermento e tal.

 

Assumindo que está repousada... juntar a mistura da manteiga com o açúcar e os ovos! Agora vem outra parte hilariante... depois de bem misturado tudo isto, é suposto vermos umas bolhas na massa e nessa altura é que se junta o vinho do porto e a aguardente. Depois amassa-se tudo até a massa ficar elástica e soltar-se dos lados da taça.

 

NÃO VI BOLHAS NENHUMAS!!! :D

 

Tungas, juntei a bebida e toca de amassar até à fase dita "elástica" (que para mim ainda continuava algo pegajosa, mas convidei uma amiga para ver o que achava e disse que tinha aspecto de elástica, pelo que confiei 

 

Pronto, tá na altura de juntar os "frutos secos"... e mexer mais com a batedeira mas devagar para distribuir os ditos. Achava que eram muitos, só via fruta no meio da massa, mas já tava feito!

 

Toca de tapar com um pano para levedar até duplicar o volume. Esperei nem sei quanto tempo e não achei que tivesse duplicado, estaria longe disso, mas lá resolvi depois de 1/2 hora seguir para a outra fase... elaborar um rolo lindíssimo em cima de um tabuleiro enfarinhado com o típico buraco no meio da massa, que se deveria alargar até ter uns 15 cm de diâmetro.

Depois deveria levedar mais 1 hora. Assim foi.

 

O resultado... bem, levedou e ficou o que podem ver, mas o que cresceu depois de ir para o forno... JESUSSSSS!!!

 

Ora vejam lá:

 

Bolo

 

Uma coisa é certa, ficou fôfo e saboroso, atestado em 3 casas de família (pois, reparti porque numa só era fastio)!

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Comida de Popeye

por pintolaranja, em 12.02.11

Os miúdos sempre se esquivaram, mesmo quando se lhes era dado o exemplo do bravo marujo forte e robusto (apesar de cegueta) que comia espinafres.

 

Acho que eu não fui excepção e creio que também só mesmo a miúdos é que têm ataques destes do "não gosto de espinafres" ou "não gosto de sopa" ... simplesmente não gostam quando é algo novo e estranho, dependendo do feitio aceitam e aprendem a gostar de novos sabores mais cedo ou mais tarde 

 

Pois que eu cresci para adorar espinafres e a mítica sopa de espinafre também!

 

E é essa mesmo que trago neste momento. Um dia destes resolvi fazer uma bela sopa de espinafres para o jantar e para ir comendo mais uns dias, porque à noite e especialmente no Inverno sabe sempre bem uma sopa quentinha.

 

Só não a fiz (para variar) como me foi ensinada :)

 

Ora esta sopinha é muito light, quanto mais não seja porque ou não lhe ponho batata ou então ponho muito pouca. Resolvi engrossar a dita cuja com nabos e com courgette.

2 nabos, a bela da courgette, 1 batata pequena, 1 cebola, 1 dente de alho, 1 tomate madurinho, 1 cenoura se gostarem... pitada de sal aqui, um pouco de azeite (sempre extra virgem) e toca de meter tudo a cozer!

Não se ponham com pressas... vão beber qualquer coisa, aproveitar para descontrair a ver as notícias... deixem os legumes cozer em lume brando, o sabor muda drasticamente.

 

Quando estiver tudo cozidino, o segredo para ficar cremosa reside apenas em passar bem a sopa com a varinha mágica, lentamente e durante uns bons minutos. Se for passada a martelo e com a pujança toda posso garantir que fica é cheia de grumos 

 

Então e o espinafre? Bem lavadinho e arranjadinho... é só colocar dentro da panela, mexer um pouco com a colher de pau e... apagar o lume!

Ah pois! Para quê cozinhá-los em excesso? Deixem-nos uns 10 minutos dentro da sopa bem quente e verão que quando a forem comer já tudo está perfeito!

 

Bom apetite!

 

A foto não está com grande qualidade, mas melhores tempos virão ;)

 

Sopa de Espinafres A La Sooz

 

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